10.1.08

Dualismos

Parece que no seguimento de um conjunto de escândalos que têm abalado nos últimos tempos o meio financeiro português, em particular no domínio dos grandes bancos, a questão se coloca cada vez mais em termos de uma lógica dual do tipo: ou eu ou tu.

"Luta de puro prestígio", como diria Hegel, trata-se de saber quem detém os cordelinhos do poder: se a"Opus Dei" ou a "Maçonaria".

Não andamos todos um poucos fartos deste jogo do tipo Benfica-Sporting? Desta matemática simplista que começa e acaba no número dois?

É preciso aprender a contar a partir do número três. A saber, usando as mesmas cordas, dar outros nós.

4 comentários:

Mabel disse...

Dar nós diferentes usando as mesmas cordas nem sempre é fácil. Por vezes, leva-se uma vida inteira a perceber que, com os mesmos fios, se podem fazer entrelaçados múltiplos. É tudo uma questão de imaginação,de engenho e, fundamentalmente, de vontade.

Filipe Pereirinha disse...

Atar, desatar, reatar...é uma questão de nós, de vontade e, já agora, de desejo.

Filipe Pereirinha disse...

Mas também de fios que se (entre) laçam...

João Carvalho disse...

Saudações caro Filipe Pereirinha.

Julgo e espero que, para o bem do desenvolvimento e bem estar deste nosso pequeno país, se começem a dar novos nós mas com cordas novas e é precisamente aí que se encontra a dificuldade na tarefa.

Será necessário desfazer primeiro os nós velhos, encotrar cordas novas e válidas e deitar fora os velhos, sujos e gastos nástros que nos prendem.

E o desfazer dos nós cabe-nos a todos. É facil ser profeta da net, criar um blog e criticar, (na verdade este espaço virtual é um verdadeiro monte Olimpo, cheio de Heróis e Deuses capazes de mudar o mundo não passando tudo da virtualidade)mas, como diria José Mario Branco no seu tema FMI, só meia dúzia de líricos é que arriscam couro e cabelo.

As novas cordas só surgiram quando os Heróis descerem do Olimpo para desfazer nós à laia de terríveis Medusas. Nessa altura poderemos até subsituir as cordas por fibra óptica.

O céu é o limite.