5.7.08

Ver-se grego!

Um amigo meu, que está a concluir um doutoramento, revelou-me há algum tempo atrás que há noites em que sonha com frases inteiras em grego. Neste caso, o sonho fala...grego. É preciso acrescentar que o doutoramento é sobre Aristóteles;um grego, por sinal.

Pois eu, que não sonho em grego, também me vejo grego, às vezes; sobretudo em dias como hoje, às duas da manhã, em que em vez de estar a dormir ou a beber um copo, algures, estou para aqui a alinhavar palavras, em busca de uma ideia que possa abrir uma clareira na floresta.

E chegarei a concluir o meu doutoramento?

Claro que sim...pson. Homer Simpson!

5 comentários:

Paula C. disse...

Momentos de desânimo, Filipe? Lembraste-me um poema de Ruy Belo, "Nau dos Corvos", que me vem à cabeça em momentos assim:
"Que [...]me fosse lícito fechar
definitavamente os olhos
que apesar de tanto olhar
não conseguem optar entre a pedra e o mar
E só agora findas as palavras
eu pressinto pela primeira vez
haver talvez algum poema
por detrás do poema
pura coisa de palavras".
Pelo menos estás bem homerado.

Filipe Pereirinha disse...

Enquanto há humor, há esperança. Deveria ser obrigatório ensinar nas escolas - a par da Física e da Matemática, do Português e das línguas estrangeiras - a rir...de si mesmo!
Mas será que isso se ensina e aprende?

Paula C. disse...

Boa questão para uma tese em Ciências da Educação. Já estou mesmo a ver: Planificações,avaliações...
Ser professor está-se a tornar tão cómico!

Alexandra Lúcio disse...

http://eutocobaixo.blig.ig.com.br/imagens/gato1.jpg

Isso com um descanso bem merecido de vez em quando, para recarregar baterias é imprescindível. Basta seguir o exemplo do gato =)

NB: O humor não é ensinado e nem pode ser aprendido, mas pode ser despertado. Nascemos com sentido de humor incrível e uma enorme curiosidade, ao invés de serem recalcados por preconceitos sociais, deveriam de ser incentivados... That's just an opinion...

Filipe Pereirinha disse...

Pois é! Os gatos são bichos "incríveis", no sentido literal do termo: não convém "acreditar" demasiado neles. Mas aceito a sugestão: preciso de espreguiçar-me.